terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Acendo fósforos como flores

Acendo fósforos como flores, os exauro pretendendo as cinzas como resquícios de pétalas, fendas ontem erguidas ao sol, edifícios intactos. excedo a continha de atos enquanto se eleva brasa empenhada em ser jardim, outrossim. gasto o cerne da tirania, fadado ao desfolhar-se precoce por existir-rasante ao ar.  remendo o círculo a cada incinerar  é fugaz a duração  e tateia memórias dentro de sólidos (putrefação-mais-sublime), que instiga a realidade restrita ao que ronda, onda que acompanha a estátua do corpo, ao que sonda o ofício das sombras no cômodo, no audaz, nas delineações (.) pretendo deslizar, quiçá desaparecer um dia sem que me convenha retornar. sobre a planície, as traças desnovelam a pele subterrânea, ágil enquanto soluciona subterfúgios ao replantado, ainda que tão frágil em laivos, bravio o arrebatar do dia entre os destroços da moradia, podia! ainda que tão finda recorrer ao critério, ao impropério, assumir o crime como comparsa do brado em devassidão. a comum necessidade dilacera o oponente, restitui em riscos nocivos na parede  é fugaz o penhasco  firmo as mãos nos enlaces suspensos, em códigos, armam tropas às cegas, insisto, resisto, evacuo, terrenas as máculas, assim, isoladas, habito a tradução do voo, alto tráfego, sustento o instante com a garantia que os pássaros estejam, assim, tão fracos, tivesse a estrutura ilesa do fogo arbitrário, da quina, na sina, devolve à medida que o pavio se recompõe incorruptível, assim, como ferragem margeando ossos em decomposição. acendo flores como fósforos. a manhã resgata tonalidades cedidas ao vir-desvisto, as rasuro, substituo o que é contraste à revelia por fusões intraduzíveis  nas raízes, percorre, a pólvora, o cume perpétuo  insume-se à intempérie, recobre os olhos descosturados, que são incólumes, que dizimam antecedentes, noviciam o despetalar e culpam a umidade, que as paredes hoje são um horizonte repleto de fissuras (e eu ainda escrevo nelas). inalo, perdura oprimido-laudo, lado contrário ao que impera, repara! é errante o lance de dados, tropismo do estirpe que remanesce em teus pulmões, mas logo incendeia  que a saliva se dilua em correnteza, em devir desfundado, e se disperse nos ramos, nos vasos, no apagar de resoluta flama. 

Um comentário:

  1. Que bonita tua desconstrução. A linguagem é de quebrar mesmo.

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