quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Daquele que perdera o brilho do sol

Eu lembrarei dos beijos e dos dias chuvosos
das ideias enfastiantes e dos poemas perdidos pelo tempo
das palavras inexprimíveis e daquelas guardadas na memória
dos instantes fantasiados e das horas insignificantes

Das apreciações do nada e das estrelas falecendo em nossas mãos
dos sonhos inquietos e dos acidentes reais
dos toques soltos e dos olhos que jamais adormecem
dos céus poentes e dos tons de violeta escondido entre as nuvens

Das luzes incandescentes e dos paraísos artificiais
dos delírios incansáveis e das vozes complacentes 
das vidas imortalizadas e daquelas inexistentes 
dos eclipses que dançam e daqueles que choram

Dos escuros amenos e das tempestades atrozes
dos relógios de prata e dos risos acanhados
dos fastios corriqueiros e dos lapsos de insônia
dos pesares previsíveis e dos segundos dominados pela esperança 

Dos punhos fortes e das canções intactas
dos símbolos burlescos e das redomas blindadas
das virtudes irreais e dos monólogos vazios
dos despertares cândidos e dos anoiteceres monótonos

Eu lembrarei dos detalhes que coexistem na memória 
Tal que, minh'alma seja sombra de uma sensação, 
de um corpo subterrâneo, um órgão desvanecido 
e o fim esteja a contemplar constelações imortais
Pois jamais me esquecerei.

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